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  • Jornalista Gabriela Freitas

Cresce participação feminina no agronegócio brasileiro










O agronegócio brasileiro está em constante mudança ao longo dos anos. Por mais, que ainda seja maioria a presença masculina neste universo, a liderança feminina cresce em termos de qualificação, empregos com carteira assinada e oportunidades de trabalho.


“Na minha infância acompanhava algumas atividades na propriedade rural do meu avô, posteriormente passei a acompanhar a atividade junto a minha mãe. Atualmente, atuo diretamente na direção da GALU AGROPECUÁRIA”, conta Raquel Cabrera, diretora financeira da fazenda Serra Formosa, em Mato Grosso.


A família Cabrera é proprietária da GALU AGROPECUÁRIA há quinze anos, porém o gosto pelo ramo vem de gerações. Com a paixão pela área e o incentivo dos familiares, Raquel e Gabriela, mãe e filha, literalmente, respiram o ar puro do campo e atuam fortemente nas decisões da propriedade no sul de Mato Grosso.


“Sempre estive envolvida nas atividades do agronegócio acompanhando e observando diversas atividades da produção agropecuária. Neste ano, iniciei o projeto de institucionalização da marca GALU AGROPECUÁRIA me envolvendo diretamente como gestora desse projeto”, comenta Gabriela Cabrera, responsável pelas relações institucionais da marca.





O ramo agropecuário

O agronegócio brasileiro está em constante movimento nas últimas décadas. Os maquinários avançados, a tecnologia e a transformação da produção rural em processos industrializados podem ser classificados também como fatores que auxiliam no poder agrícola do país.

Com a constante evolução do cultivo e criação, faz necessário pensar em produções de qualidade para impulsionar o mercado agrônomo. Por isso, a liderança feminina ganha espaço pela preocupação em buscar conhecimento para soluções eficientes.


“A presença das mulheres no ambiente de trabalho, não só no agronegócio, tem permitido que as decisões tomadas pelas empresas tenham mais aderência ao público em geral, uma vez que o público é plural, ou seja, não é só o público masculino que consome produtos oriundos das decisões das empresas”, salienta a diretora financeira.


Aliás, uma pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), que consultou 301 mulheres atuantes na agropecuária, 60% das entrevistadas têm curso superior e 88% são independentes financeiramente. As informações fazem parte de uma pesquisa apresentada em 2016 durante o primeiro Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, realizado em São Paulo. (informações retiradas em http://www.abag.com.br/)


“Dada a importância do setor do agronegócio, nossa responsabilidade é muito grande, pois é um setor que sempre mostra uma contribuição relevante à economia do Brasil. E me deixa bastante orgulhosa fazer parte dessa contribuição”, declara Gabriela.





O agronegócio brasileiro

Nos últimos 40 anos, o efeito transformador da revolução agrícola no Brasil pode ser considerado um fato histórico da economia do país. Afinal, o desenvolvimento acelerado poderá fazer com que os brasileiros sejam os fornecedores do futuro.

“A relevância que a atividade agropecuária tem, seja ocupando de maneira sustentável os recursos naturais, bem como através deles oferecendo alimento a toda a população, chama atenção”, explica Gabriela.


Em 2018, por exemplo, a soma de bens e serviços gerados no agronegócio chegou a R$ 1,44 trilhão ou 21,1% do PIB brasileiro. Dentre os segmentos, a maior parcela é do ramo agrícola, que corresponde a 74% desse valor (R$ 1,07 trilhão), a pecuária corresponde a 26%, ou R$ 375,3 bilhões.


A soja (grãos) foi o produto com maior VBP em 2018, R$ 146,9 bilhões. O segundo lugar no ranking do VBP do agronegócio nacional foi ocupado pela pecuária de corte, com R$ 106,7 bilhões. (dados retirados do site https://www.cnabrasil.org.br/cna/panorama-do-agro)




A agricultura, hoje, se adaptou às regiões tropicais e agrega produtores rurais conscientes das responsabilidades com o meio ambiente aliadas à produção eficiente de alimentos. Além disso, o papel das mulheres demonstra a contribuição nos números do agronegócio.

“O ambiente do agro é bastante tradicional, contudo, a presença feminina principalmente através da sua participação em negócios familiares tem mostrado que tradição, de fato é a presença formal das mulheres na atividade agropecuária, o que de certa forma sempre ocorreu nos bastidores”, evidencia Raquel.


Outros dados importantes é que, além de estarem mais presentes, as vagas ocupadas pela população feminina são melhores. A presença das trabalhadoras com ensino superior na área foi de 7,6% para 15% (2004 a 2015). Já aquelas com ensino médio, que antes representavam 31% do total, foram para 42%. Na outra mão, as vagas para funcionárias sem instrução caíram de 11,3% para 5,6%.


Porém, mesmo com esse aumento, em 2015 as mulheres representavam apenas 28% dos trabalhadores totais do campo. Portanto, é possível perceber que ainda é uma área com maior ocupação de homens.


“Entendo que a contribuição seja através das características e da sensibilidade que as mulheres possuem. Isso não é nem mais e nem menos do que características masculinas, somente são características que se somam para o bom andamento e desenvolvimento do agronegócio”, afirma Gabriela.


Já na economia, de maneira geral, a participação feminina correspondia a 40% no mesmo período. Mesmo com os dados atuais ainda mostrarem uma porcentagem masculina maior, as mulheres estão cada dia mais presentes e cientes do importante papel que exercem.

“O agronegócio permite o exercício multidisciplinar de produzir, gerir pessoas, comercializar, cuidar do meio ambiente, entre outros, o que faz que o sentimento de missão cumprida para o crescimento do país seja alcançado”, declara Raquel.